Como a tecnologia pode impactar a educação

O ensino está mudando devido aos novos conhecimentos que o mercado exige.

O conhecimento é o maior insumo do século 21. É ele que vai determinar o sucesso de um profissional, uma empresa, um setor da economia ou mesmo de um país inteiro. E o maior centro de distribuição de conhecimento continua nas escolas – ainda que elas estejam em transformação e não se pareçam mais com as antigas salas de aula previsíveis do século passado.

Quando o assunto é tecnologia aplicada à educação, o papel das instituições é colocar os jovens em contato com a tecnologia desde cedo e contribuírem com a formação de adultos mais conectados à inovação. Também devem oferecer atualização para quem já está no mercado e precisa adquirir novas competências.

É preciso apostar em conteúdos voltados para a indústria 4.0. Algumas iniciativas já estão sendo aplicadas, entre elas o curso Inspirar, Transformar e Aprender – a Educação para a Indústria Avançada, desenvolvido pelo SENAI Nacional em parceria com a unidade de Santa Catarina e voltado para o corpo docente da rede.

“A educação profissional precisa seguir as inovações tecnológicas e o mapa do emprego industrial. Para isso, acompanhamos as mudanças da indústria, como inteligência artificial, big data, nanotecnologia, indústria aditiva e realidade aumentada”, afirma Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI e diretor de educação e tecnologia da CNI.

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Torneio de Robótica promovido pelo SESI estimula o aprendizado de ciências exatas nas escolas (SESI/SENAI/Divulgação)

Ferramentas de ensino

Robótica

João Victor Quintanilha tem 18 anos e já sabe a importância da robótica. “Somos desafiados a desenvolver conhecimentos da área de exatas, mas aprendemos a pensar no empreendedorismo e no impacto social e ambiental do que desenvolvemos”, diz.

“A robótica ajuda a desenvolver habilidades tanto cognitivas quanto práticas”, explica o professor de robótica Carlos Amorim. João até já foi aos Estados Unidos apresentar o terceiro projeto em uma feira de ciências mundial da Nasa, agência espacial norte-americana.

Realidade aumentada

Basta passar o celular sobre o livro didático para o desenho de uma turbina ganhar vida. O aplicativo de realidade aumentada transforma o smartphone, tradicionalmente visto como uma fonte de distração na sala de aula, em uma poderosa ferramenta de ensino.

Além de enriquecer os conteúdos, o app permite aos estudantes acessar simuladores e vídeos em que objetos ganham movimento, imagem, som e interação.

Alguns apps já lançados, utilizam a mesma tecnologia do jogo Pokémon Go, mas oferecem aprendizados relevantes para a construção de competências profissionais. “Na indústria, usa-se a realidade aumentada para operar ou fazer manutenção de máquinas com a ajuda de um assistente virtual que dialoga, tira dúvidas”, explica Rafael Lucchesi

fonte: exame.abril.com.br

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